<em>O sonho tem Partido?<br> — Ah, pois tem!</em>
Numa edição da Festa em que entraram para a JCP cerca de 200 novos militantes, a Cidade da Juventude destacava os 25 anos da organização, o 16.º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes e a comemoração dos 30 anos da Revolução de Abril.
«O sonho tem Partido», lia-se na frontaria da Cidade da Juventude, visível a partir do relvado do palco 25 de Abril. Este é o lema escolhido para as comemorações dos 25 anos da JCP e, como conta Telma Capucho, do Secretariado da JCP, tem um duplo sentido. Por um lado, pretende-se afirmar que os «anseios e as aspirações dos jovens se revêem naquilo que a JCP defende. De mostrar que os sonhos dos jovens são reflectidos, de facto, num partido, que é o nosso». Mas há um outro objectivo, revela: «projectar o nosso ideal para fora».
E de que maneira foi alcançado… Em conversa com o Avante! minutos após o comício de domingo, Telma Capucho reconfirmou o que havia sido anunciado minutos antes por Francisco Leitão, que interveio em nome da JCP no palco 25 de Abril: entraram para a JCP, nos três dias da Festa, cerca de 200 novos militantes, 45 dos quais no primeiro turno de duas horas das brigadas de contacto, logo na sexta-feira. E as brigadas continuavam, naquele momento, a percorrer o recinto e a conversar com os jovens visitantes.
Telma destaca que este número – duzentos – refere-se exclusivamente a inscrições na JCP. Aqueles que, das muitas e muitas centenas de jovens contactados, assinaram o postal que os «brigadistas» levavam e deixaram o contacto ficam para outra contabilidade. Até porque, afirma a dirigente da JCP, recrutamentos é uma coisa e contactos é outra.
Mas como o sonho com «S» maiúsculo se faz da soma de muitos outros sonhos – menores – e de muitas lutas, a JCP destacava na sua exposição política algumas das causas pelas quais se bate e algumas das batalhas que tem pela frente: a continuação da luta contra o governo de direita e as suas políticas laborais e educativas, o combate pelos direitos sexuais e reprodutivos, a intensificação da batalha contra o imperialismo e a guerra.
Mas se o sonho tem Partido e o Partido tem uma organização de juventude, a JCP destaca também algumas passagens fundamentais da sua história (desde a fusão da União da Juventude Comunista com a União dos Estudantes Comunistas em 10 de Novembro de 1979) e da sua constante luta em defesa dos ideais de Abril – que foi Revolução, e não «evolução», como o Governo quis fazer crer.
Uma cidade da cultura e do debate
Pela cidade da juventude passaram, talvez mais ainda do que é habitual, variadas expressões da criatividade e imaginação dos jovens. Para além do Palco Novos Valores (ver caixa), mostraram-se na Cidade da Juventude indiscutíveis talentos em variadas áreas: Da pintura de um graffiti alusivo ao 25 de Abril, pintado por Colman, a uma oficina de expressão plástica, do teatro de rua aos de fantoches. Mas a cultura veio também de outros países. No espaço multiusos assistiu-se a um espectáculo de dança pelos ingleses Hip-hop Nation, a música de percussão com material reciclado vinda de Malta, a dança cipriota. Outra novidade foi uma exposição de BD alusiva à Revolução de Abril.
Segundo Telma Capucho, a ideia era variar e inovar, trazer novas expressões artísticas e culturais ao espaço. E BD era coisa nunca vista na Cidade da Juventude. Os contactos foram feitos e a resposta afirmativa chegou por parte de um grupo de autores, denominado Má Criação, que realizou um trabalho para um jornal diário com seis pequenas histórias sobre o 25 de Abril. Foi esse trabalho que trouxeram à Festa.
O debate, como é óbvio (e apesar das dificuldades de audição provocadas pelo som vindo dos dois palcos) esteve presente. O associativismo juvenil e o desporto, o Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes e o carácter anti-imperialista da luta juvenil e «O sonho tem Partido» foram os temas em discussão.
Cada vez mais jovem…
A Festa está cada vez mais jovem. Para além da Cidade da Juventude, os jovens estavam um pouco (ou «um muito», será mais correcto escrever assim) por todo o lado. Era vê-los no palco, a assistir aos concertos ou a dançar a Carvalhesa, no Pavilhão Central a ver as exposições, no Espaço Internacional a conhecer a realidade e as lutas de outros povos. E era vê-los também no comício, em grande número com especial entusiasmo e convicção.
Mas eram também muitos os jovens que, na Cidade da Juventude, ou um pouco por toda a Quinta da Atalaia, realizavam um conjunto de tarefas fundamentais: vender AGIT’s e programas, assegurar bancas, vender bebidas e gelados…
Mas não foi assim apenas durante os três dias, mas também durante o período de construção e preparação. Tiago Vieira – ou Plim, como é conhecido pelos seus camaradas – foi o responsável pela implantação da Cidade da Juventude e conta que a mobilização foi grande. Sem estar ainda feita uma contabilização rigorosa, acredita que tenham passado pelas jornadas de trabalho para cima de 600 jovens. Isto a juntar à brigada fixa (composta por 25 pessoas) e pelos cinco que, às suas custas, por lá ficaram durante vários dias.
Com tamanha mobilização, foi possível à JCP contribuir ainda mais para a construção de outros espaços. Para além da já célebre «brigada dos toldos», que cobre toda a Festa, a JCP teve este ano ainda mais responsabilidades que em anos anteriores, confessa Telma Capucho, do Secretariado da Direcção Nacional. Tiago Vieira concorda e conta que a prestação dos jovens comunistas na construção e no apoio que deram a outras organizações mereceu elogios por parte do Partido. Mesmo assim, foi possível ter a Cidade da Juventude praticamente pronta na quinta-feira à noite, o que, avança Plim, terá sido um «record histórico».
Sobre a tarefa que lhe foi atribuída, de coordenar a construção da Cidade da Juventude, Tiago Vieira afirma que o ajudou a crescer, como pessoa e como comunista. Membro da JCP há dois anos e meio, só tinha trabalhado na Festa em três jornadas e pouco sabia fazer. «Com o tempo e com a ajuda de muitos camaradas, fui aprendendo como coordenar, como trabalhar, e fui evoluindo», destaca.
«O sonho tem Partido», lia-se na frontaria da Cidade da Juventude, visível a partir do relvado do palco 25 de Abril. Este é o lema escolhido para as comemorações dos 25 anos da JCP e, como conta Telma Capucho, do Secretariado da JCP, tem um duplo sentido. Por um lado, pretende-se afirmar que os «anseios e as aspirações dos jovens se revêem naquilo que a JCP defende. De mostrar que os sonhos dos jovens são reflectidos, de facto, num partido, que é o nosso». Mas há um outro objectivo, revela: «projectar o nosso ideal para fora».
E de que maneira foi alcançado… Em conversa com o Avante! minutos após o comício de domingo, Telma Capucho reconfirmou o que havia sido anunciado minutos antes por Francisco Leitão, que interveio em nome da JCP no palco 25 de Abril: entraram para a JCP, nos três dias da Festa, cerca de 200 novos militantes, 45 dos quais no primeiro turno de duas horas das brigadas de contacto, logo na sexta-feira. E as brigadas continuavam, naquele momento, a percorrer o recinto e a conversar com os jovens visitantes.
Telma destaca que este número – duzentos – refere-se exclusivamente a inscrições na JCP. Aqueles que, das muitas e muitas centenas de jovens contactados, assinaram o postal que os «brigadistas» levavam e deixaram o contacto ficam para outra contabilidade. Até porque, afirma a dirigente da JCP, recrutamentos é uma coisa e contactos é outra.
Mas como o sonho com «S» maiúsculo se faz da soma de muitos outros sonhos – menores – e de muitas lutas, a JCP destacava na sua exposição política algumas das causas pelas quais se bate e algumas das batalhas que tem pela frente: a continuação da luta contra o governo de direita e as suas políticas laborais e educativas, o combate pelos direitos sexuais e reprodutivos, a intensificação da batalha contra o imperialismo e a guerra.
Mas se o sonho tem Partido e o Partido tem uma organização de juventude, a JCP destaca também algumas passagens fundamentais da sua história (desde a fusão da União da Juventude Comunista com a União dos Estudantes Comunistas em 10 de Novembro de 1979) e da sua constante luta em defesa dos ideais de Abril – que foi Revolução, e não «evolução», como o Governo quis fazer crer.
Uma cidade da cultura e do debate
Pela cidade da juventude passaram, talvez mais ainda do que é habitual, variadas expressões da criatividade e imaginação dos jovens. Para além do Palco Novos Valores (ver caixa), mostraram-se na Cidade da Juventude indiscutíveis talentos em variadas áreas: Da pintura de um graffiti alusivo ao 25 de Abril, pintado por Colman, a uma oficina de expressão plástica, do teatro de rua aos de fantoches. Mas a cultura veio também de outros países. No espaço multiusos assistiu-se a um espectáculo de dança pelos ingleses Hip-hop Nation, a música de percussão com material reciclado vinda de Malta, a dança cipriota. Outra novidade foi uma exposição de BD alusiva à Revolução de Abril.
Segundo Telma Capucho, a ideia era variar e inovar, trazer novas expressões artísticas e culturais ao espaço. E BD era coisa nunca vista na Cidade da Juventude. Os contactos foram feitos e a resposta afirmativa chegou por parte de um grupo de autores, denominado Má Criação, que realizou um trabalho para um jornal diário com seis pequenas histórias sobre o 25 de Abril. Foi esse trabalho que trouxeram à Festa.
O debate, como é óbvio (e apesar das dificuldades de audição provocadas pelo som vindo dos dois palcos) esteve presente. O associativismo juvenil e o desporto, o Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes e o carácter anti-imperialista da luta juvenil e «O sonho tem Partido» foram os temas em discussão.
Cada vez mais jovem…
A Festa está cada vez mais jovem. Para além da Cidade da Juventude, os jovens estavam um pouco (ou «um muito», será mais correcto escrever assim) por todo o lado. Era vê-los no palco, a assistir aos concertos ou a dançar a Carvalhesa, no Pavilhão Central a ver as exposições, no Espaço Internacional a conhecer a realidade e as lutas de outros povos. E era vê-los também no comício, em grande número com especial entusiasmo e convicção.
Mas eram também muitos os jovens que, na Cidade da Juventude, ou um pouco por toda a Quinta da Atalaia, realizavam um conjunto de tarefas fundamentais: vender AGIT’s e programas, assegurar bancas, vender bebidas e gelados…
Mas não foi assim apenas durante os três dias, mas também durante o período de construção e preparação. Tiago Vieira – ou Plim, como é conhecido pelos seus camaradas – foi o responsável pela implantação da Cidade da Juventude e conta que a mobilização foi grande. Sem estar ainda feita uma contabilização rigorosa, acredita que tenham passado pelas jornadas de trabalho para cima de 600 jovens. Isto a juntar à brigada fixa (composta por 25 pessoas) e pelos cinco que, às suas custas, por lá ficaram durante vários dias.
Com tamanha mobilização, foi possível à JCP contribuir ainda mais para a construção de outros espaços. Para além da já célebre «brigada dos toldos», que cobre toda a Festa, a JCP teve este ano ainda mais responsabilidades que em anos anteriores, confessa Telma Capucho, do Secretariado da Direcção Nacional. Tiago Vieira concorda e conta que a prestação dos jovens comunistas na construção e no apoio que deram a outras organizações mereceu elogios por parte do Partido. Mesmo assim, foi possível ter a Cidade da Juventude praticamente pronta na quinta-feira à noite, o que, avança Plim, terá sido um «record histórico».
Sobre a tarefa que lhe foi atribuída, de coordenar a construção da Cidade da Juventude, Tiago Vieira afirma que o ajudou a crescer, como pessoa e como comunista. Membro da JCP há dois anos e meio, só tinha trabalhado na Festa em três jornadas e pouco sabia fazer. «Com o tempo e com a ajuda de muitos camaradas, fui aprendendo como coordenar, como trabalhar, e fui evoluindo», destaca.